Cientistas encontram um ‘Júpiter bebê’ a 603 anos-luz de distância

Novo método permite encontrar planetas distantes de suas estrelas, analisando o movimento do fluxo de poeira interestelar ao redor deles.

Cientistas da universidade de Monash, na Austrália, usaram uma nova técnica para detectar um jovem planeta, duas vezes maior do que Júpiter, orbitando a estrela HD97048, a 603 anos-luz da Terra.

A estrela é envolta em um disco de gás e poeira, material “protoplanetário” que, com o tempo, pode se acumular e formar planetas. Em vez de detectar o trânsito, ou passagem, do planeta em frente à sua estrela, o que os cientistas fizeram foi analisar um “buraco” no meio do disco de poeira estelar.

Eles imaginaram que, assim como uma pedra perturba o fluxo de água em um rio, um planeta perturbaria o fluxo de gás em seu caminho. Para encontrar o planeta, a equipe liderada por Christopher Pinte usou o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), um conjunto de radiotelescópios no Chile, para estudar o movimento dos gases no disco ao redor de HD97048. Como previsto, lá encontraram um “Júpiter Bebê”, um jovem (em escala astronômica) planeta duas vezes maior do que o maior planeta de nosso sistema solar.

A nova técnica de detecção foi batizada de “detecção cinemática”, e tem vantagens em relação aos métodos tradicionais “ela nos permite buscar por planetas que seriam difíceis de encontrar com as principais técnicas em uso: planetas que ficam longe de suas estrelas”, disse Jonti Horner, professor de astrofísica da University of Southern Queensland, também na Austrália.

Pinte e sua equipe continuarão de olho em HD97048, na tentativa de capturar uma imagem do planeta. Por enquanto o método só consegue detectar planetas com tamanho igual ou superior ao de Júpiter, mas no futuro pode ser refinado para encontrar corpos celestes menores.

 

 

 

 

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/cientistas-encontram-um-jupiter-bebe-a-603-anos-luz-de-distancia/89056